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O Problema é o Problema - por José Martins Cajaíba

Sempre que lembro das palavras do amigo, faço algumas reflexões sobre tão curiosa - para não usar outra linguagem - tendência que nós, Seres Humanos, temos em focar e expressar muito mais as situações, experiências e sensações problemáticas e desagradáveis em vez das agradáveis.

No mundo empresarial – considerando o óbvio de que são as pessoas que formam as empresas – também acontece essa tendência. Empresas/Organizações com atenção, metas e objetivos centrados e voltados para o desagradável, o problema. A reboque deste cenário surgem programas, tidos como revolucionários, do tipo: Gestão ou Gerenciamento de Conflitos, Criatividade Aplicada a Problemas, Como Evitar Problemas de Falta de Sinergia em Equipes etc.

Estranho, muito estranho! Vamos refletir e tentar responder o seguinte: Se toda atenção e consequente energia empresarial – das pessoas – estão depositadas e direcionadas à serviço do problema, como será possível encontrar e desenvolver soluções inovadoras? É como se um especialista em angústia e tristeza fosse ensinar sobre bem-estar e alegria. A ótima notícia é que toda essa situação pode ser modificada e invertida. Em vez de focar o problema, focar a solução, focar a alegria.

Como focar a solução e a alegria? Em Coaching Empresarial (organizacional) existe um modelo denominado Gestão Positiva de Mudança (GPM) que, como todo bom modelo, tem seus fundamentos, princípios, premissas, aplicações e resultados esperados e é sobre isto que trataremos a seguir.

A ideia central do GPM é: Do melhor para o melhor. Solução e motivação gerando um ciclo positivo de realização e satisfação, fortalecendo comportamentos enriquecedores. O “melhor” é o momento mais efetivo, vivo e capaz construtivamente em termos humanos, econômicos e ambientais, situação tipicamente encontrada no que chamamos de Empresas/Organizações Centradas em Vida, com poder de criar e inovar tornando-se numa fonte ilimitada de possibilidades positivas. É chegar à solução praticando o que se tem de melhor.

Um dos grandes diferenciadores do GPM em relação aos modelos tradicionais é a sua capacidade de produzir conhecimentos. Capacidade de trazer à tona os conhecimentos existentes nas pessoas e ainda não expressados e experimentados. Conhecimentos direcionados para soluções.

Quando estudamos e focamos soluções, partimos do princípio de que a empresa não é um fracasso e sim um grandioso sucesso. Isto fortalece as pessoas e amplia a capacidade de aprender, expandindo sempre o potencial positivo das equipes. Nesse ambiente temos a descoberta do sonho e destino da organização. A empresa encontra o que tem de melhor e faz, cada vez mais, o melhor com as soluções surgindo naturalmente.

Uma das premissas do GPM é que as pessoas são naturalmente possuidoras de competências, habilidades e talentos únicos que criam imagens futuras - a se tornarem presentes - da empresa ideal. Então surge a pergunta: Qual é o sonho maravilhoso que essas pessoas sonham (bem redundante) para a própria empresa?

Para construir e tornar realidade o sonho é fundamental a participação de um novo líder. Não um líder com ações de comando, controle e que acha que tem todas as respostas. Sim um líder com práticas de expansão, visão estratégica e ações de alinhamento das pessoas. Um líder que promova motivação e inspiração, mantendo as pessoas (equipe) na direção certa. Um líder que saiba fazer perguntas provocativas, aumentando a capacidade de mudanças das pessoas. Em essência, um líder sensatamente voltado para a harmonia entre pessoas e projetos.

Característica peculiar e até paradoxal do GPM é não tentar mudar nada. Por ser um modelo de Geração de Vida, as forças e sonhos são externalizados, com as ricas soluções brotando naturalmente, conforme já vimos.

Então será que um modelo com características paradoxais funciona? Sim. Vamos a algumas evidências:

• O GPM propicia o melhor das pessoas e elas percebem o melhor dos outros, fortalecendo a cooperação e inovação;

Cria oportunidades para que todos sejam ouvidos, despertando o senso de importância nas pessoas;

Cria ambiente onde as pessoas escolhem como querem contribuir, com apoio para ação;

Cria foco em mudanças positivas, encorajando o desenvolvimento de novas habilidades;

Libera o poder pessoal, apoiando o sonho mais ousado de possibilidades positivas.

Já que no início falamos em saúde e considerando que possibilidade positiva é saúde, então vamos a algumas situações em que o GPM é totalmente indicado, sem os indesejados efeitos (mal) colaterais.

• Mudanças organizacionais como planejamento estratégico, implantação de nova cultura e programa de desenvolvimento de liderança;

Situações de fusões e parcerias entre empresas;

• Desenvolvimento comunitário como reforma educacional e desenvolvimento econômico;

Desenvolvimento de equipes de trabalho e melhoria de processos em geral;

Transformações pessoais, planejamentos de carreira e alcance de objetivos.

Ah sim! Vamos a alguns dos resultados esperados. Que tal harmonia e compartilhamento entre as pessoas? Ou felicidade e paz no trabalho? Ou sistema de liderança irresistível? Ou, ainda, clientes maravilhados com a empresa?

Pois é amigos, imaginem como seria viver e trabalhar num universo assim. Então façam suas escolhas. Qual é a preferência? Doença ou saúde? Enquanto vocês escolhem, eu fico, mais um pouquinho, a refletir. Bem que o título deste texto poderia ser A Solução é a Solução.

José Martins Cajaíba é Coach com certificação internacional e especialização em Coaching Emocional. Atua como Coach de Vida (transformacional) e Coach Empresarial/Organizacional - jcajaiba@qualymar.com.br